quarta-feira, 16 de setembro de 2020

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Em uma tarde cinza de inverno,em uma discussão, perguntei ao meu amor se ele realmente me amava, em troca, recebi uma pergunta:"O que é o amor para você?". 

Em meio a um turbilhão de emoções daquele instante, incrédula, respondi: "Amor é quando a gente quer estar com a pessoa a todo custo, quando queremos apenas o bem dela, independente dos nossos egoísmos, a intensão é apenas desejar o bem, querer o bem... E com o laço que se forma, com os sentimentos, tudo, você percebe que aquela pessoa é grande parte do seu mundo..."

E quando terminei de me explicar, logo lembrei de Camões que o definia como: "...O amor é o fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se e contente; é um cuidar que ganha em se perder; é querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor, nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? - Luis Vaz de Camões (1598)..." 

Em troca recebi um "Se amor é isso, então eu te amo".
Não... Quem ama sabe, quem ama sente, quem ama, ama.

Camões não está totalmente certo, o amor dói! Se realmente isso for amor, dói, machuca, magoa e fere com tanta força que te destrói, te abala e te faz chorar por horas, dias, pensando onde você errou.

É tão difícil, parecer que está tudo normal quando na verdade estou devastada, triste, e sem acreditar no que está acontecendo. 

Eu não quero mais uma discussão, só quero pedir desculpas se eu te magoei por algum motivo, por não ser mais a mesma de quatro anos atrás, ou sei lá...
Mas por favor, seja sincero comigo!

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